VP da WEEL participa de debate no Fórum Fintopics 2018

O Vice-Presidente Brasil da WEEL, André Danila, foi convidado pela ABFintech para integrar o painel Como Amadurecer e Internacionalizar Fintechs, realizado durante o Fórum Fintopics 2018. O evento reuniu cerca de 100 especialistas e empreendedores, e abordou temas relacionados ao plano de negócio das startups financeiras e suas condições de internacionalização.

Na visão de André Danila, as startups que alcançam o sucesso no segmento financeiro são as que melhor observam as fragilidades das empresas dominantes do segmento e propõem novas opções ao mercado.

“A WEEL, por exemplo, escolheu o nicho da antecipação de recebíveis para PMEs. Esse segmento sempre foi dominado pelos grandes bancos os quais, há tempos, não conseguem atender às novas demandas dos clientes ou atingir níveis de satisfação compatíveis com as necessidades atuais”, afirmou o executivo. “Inovamos nesse segmento com soluções que barateam o custo e aumentam a segurança por meio da utilização de IA e Big Data.”

 

Redução de risco e inadimplência zero

Segundo ele, entre as barreiras identificadas pelos fundadores da WEEL no segmento de factoring, estava o alto risco financeiro das operações (gerado por forte inadimplência e fraudes), o que afugentava empresas iniciantes e garantia o domínio da área por empresas de capital robusto.

Além disso, o setor de fomento mercantil era cercado por velhas questões regulatórias e operacionais, que começaram a mudar recentemente através de iniciativas do Governo. Entre elas estão a universalização das faturas eletrônicas (NF-e), ocasionada pela extensão do SPED Fiscal para todos os tipos de empresa a partir de 2009.

“A possibilidade de criarmos uma operação 100% digital, lançando mão de informações do SPE e integralmente lastreada em algoritmos, reduziu sensivelmente os custos operacionais da WEEL na transação com recebíveis. Ao mesmo tempo, trouxe para próximo de zero o risco de inadimplência. Com isto, passamos a oferecer condições muito mais vantajosas, de forma mais ágil e com a vantagem de entregar uma experiência online intuitiva e amigável para os interessados em negociar suas faturas”.

“Vale citar, ainda, que a experiência online de nossa operação está muito mais alinhada com a cultura millennial e representa a maior mudança de paradigma neste segmento, que estava praticamente engessado desde o século passado”, explicou Danila.

O executivo salientou que, ao contrário de muitas fintechs brasileiras, a WEEL já despontou no mercado como uma empresa de atuação internacional, a exemplo das startups criadas em Israel. “Como a população daquele país  é de apenas 8 milhões de habitantes, pensar no mercado externo é premissa de todo novo empreendedor local”, explica o executivo.

No evento, André Danila elogiou o recente decreto presidencial que libera as Fintechs  brasileiras para captar até 100% de seu capital no exterior. Ressalvou que, no entanto, para obter esta atração, as Fintechs brasileiras precisam passar a adotar modelos de governança compatíveis com as regulações globais do setor financeiro. “A entrada de capital estrangeiro tende a melhorar substancialmente as condições de gestão das Fintechs criadas no Brasil e a prepará-las para atuar em conformidade com os marcos regulatórios mais exigentes do mundo”, concluiu Danila.