Spread bancário é um termo que qualquer pessoa que já realizou alguma operação com instituições financeiras – seja com fins de pessoais ou empresariais – já ouviu falar. Ao entrar em contato com este termo, é muito comum surgirem dúvidas a respeito do seu significado e do seu impacto nas modalidades financeiras contratadas pela empresa.

Para conseguir te ajudar, produzimos este conteúdo completo sobre o que é o spread bancário, como ele funciona, como é feito seu cálculo e quais são as estratégias para diminuí-lo. Leia os tópicos a seguir e saiba tudo a respeito do spread bancário!

Significado de Spread

Spread é uma palavra em inglês que, sozinha, remete à propagação, expansão e espalhar alguma coisa. Sabendo disso, no mercado financeiro também é comum encontrar este termo sendo aplicado como uma referência à diferença entre o valor de compra (procura) e o valor de venda (oferta) em qualquer transação financeira

No âmbito financeiro institucional/empresarial, também vemos ele sendo associado ao adjetivo bancário, ou seja, spread bancário. Este é o termo que você está com dúvidas e é uma expressão que assume outro significado dentro desse mercado financeiro.

Mas vamos às explicações sobre o spread bancário, como ele funciona, como calculá-lo e como controlá-lo da melhor forma para as operações de crédito da sua empresa. Confira os tópicos a seguir: 

O que é Spread Bancário? 

Agora que você já sabe o significado da palavra spread, fica mais fácil compreender o que é um spread bancário, não é mesmo? Para que você entenda de uma forma mais simples, o spread bancário é a diferença entre o custo pago pela instituição financeira para captar os recursos e quanto ela cobra nas operações de crédito feitas pelas empresas. Ou seja, é a diferença entre as taxas de juros cobradas pelos bancos às empresas que tomam crédito e as taxas de juros pagas por esses bancos a essas mesmas empresas.

Esse spread bancário será mais alto a medida que o volume de empresas procurando por crédito aumentar, a média definida para a taxa Selic crescer ou em momentos de acordo com o grau de risco observado na economia pelos bancos e instituições financeiras.   

Aqui no Brasil, o spread bancário é um dos mais altos do mundo e representa boa parte do lucro dos bancos vem destas taxas. Antes dos impactos da crise econômica de 2020 e mesmo após o corte da Selic, em 2019 nosso país ficou na 8ª posição em ranking das maiores taxas de juros. Inclusive, isso leva muitas empresas a procurarem soluções de crédito em meios não bancários ou em instituições financeiras não-tradicionais.

Como funciona o Spread Bancário?

Para que você entenda na prática como o spread bancário funciona, podemos exemplificar o spread bancário a partir dos investimentos na poupança, por exemplo. Se a previsão de rentabilidade anual para dinheiro investido foi de 7% e a instituição financeira exige 17% anual para realizar um empréstimo de crédito, por exemplo, seu lucro de spread bancário será de 17% – 7%. Ou seja, seria 10% de taxas que as empresas pagariam para os bancos, que é um valor bastante alto.

Isso quer dizer que devido ao aumento do spread bancário aplicado à operação de crédito realizada, o lucro dos bancos também aumenta. Esse é um dos fatores que estão fazendo os bancos tradicionais perderem espaço para as fintechs, factorings, FIDCs, bancos digitais e instituições alternativas. 

Os spreads bancários, querendo ou não, movimentam a economia e dão fôlego às instituições bancárias. Entretanto, devido à invisibilidade destes custos nas operações de crédito das empresas, esse lucro também é tido como vilão. Por isso, pesquisar por instituições financeiras com taxas de juros e encargos competitivos é tão importante para garantir que o caixa da empresa seja beneficiado.

Fórmula do cálculo de Spread Bancário

Existe uma fórmula para calcular o spread bancário de um jeito mais completo é a seguinte, confira:

ln spread = β0 trend + β1 ln selic + β2 ln adm + β3 ln risk + β4 ln imp + β5 ln comp

Para que você entenda o significado de cada ponto da fórmula, vamos explicar cada ponto: 

  • Trend: tendências deterministas que controla variáveis e podem impactar o spread;
  • Selic: é a taxa básica de juros definida pelo Banco Central;
  • Adm: é a medida das despesas administrativas dos bancos e instituições financeiras;
  • Risk: é relativo à medida de risco de concessão de crédito;
  • Imp: são os impostos indiretos aplicados à operação;
  • Comp: é o valor relativo ao depósito compulsório.

Como esse Spread Bancário é definido? 

Além do cálculo básico do spread bancário – que foi explicado no tópico anterior – desenvolvido para obter o resultado da diferença entre o que a instituição bancária deve pagar para obter o investimento e o quanto esta mesma instituição cobra para conceder suas operação de crédito.

Como você viu, existem alguns fatores que compõem esse cálculo e o processo que fazem parte da constituição desse spread bancário. Inclusive, todos eles são levados em consideração nos relatórios anuais para atualizar o mercado a respeito do spread bancário do Brasil. Confira nos tópicos a seguir:

1. Segurança para inadimplências

Estar inadimplente quer dizer estar com alguma dívida ou débito. Devido ao número de inadimplências que podem atingir as empresas e, inclusive, considerando possíveis cenários de instabilidade ou crise econômica que podem impactá-las, é importante que todas as empresas – especialmente as que realizam operações de crédito – criem suas “reservas emergenciais”. 

Nos bancos não é diferente e, sendo assim, é do lucro obtido pelo spread bancário que elas conseguem construir suas margens de segurança. Afinal, os riscos de terem empresas inadimplentes neste mercado são altas.

2. Lucratividade das operações

Todas as empresas precisam encontrar uma margem entre os ativos financeiros e os passivos financeiros apurados no balanço do caixa. Isso, claro, também se aplica aos bancos e instituições financeiras.

É a partir do spread bancário que os bancos geram seu principal lucro financeiro e esse lucro, inclusive, é um fator de grande importância para movimentar e manter a estrutura global da economia. 

3. Impostos diretos

Os tributos e impostos têm um impacto direto no valor exigido pelos bancos no spread bancário. Dentro deste grupo de impostos considerados, estão:

  • IR (Imposto de Renda);
  • IOF (Imposto sobre Operação Financeira);
  • PIS (Programa de Integração Social);
  • COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social);
  • CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido);

Lembrando que as variações da taxa Selic, taxa média de juros que é definida pelo Banco Central, também impactam na composição deste spread bancário. Ou seja, quando há uma queda na Selic e, ainda assim, o spread cobrado pelos bancos não diminui, pode estar havendo uma estratégia de lucro que acontece à medida que os bancos não repassaram esta queda ao consumidor final.

4. Depósito compulsório e FGC

Caso você não saiba, o depósito compulsório é uma determinação legal definida pelo Banco Central e usado para fiscalizar e controlar o volume de dinheiro que está circulando na economia. Essa obrigação deve ser cumprida pelos bancos e demais instituição financeira, ela é referente a qualquer captação de investimento em poupança, depósitos feitos à vista e depósitos feitos a prazo.

Há um mecanismo de proteção aos correntistas, poupadores e investidores que permite recuperar, até um limite determinado, os recursos que estão com os bancos ou instituições financeiras em casos de falência ou liquidação. É o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que recupera até 0,0125% da quantia total dos depósitos totais.

Esse depósito compulsório e o FGC também estão inclusos no spread bancário.

5. Custos administrativos

Todas as empresas têm gastos operacionais que são administrados por seus setores financeiros e, nos bancos e instituições financeiras, isso também acontece. Custos com segurança, manutenção das agências, caixas eletrônicos, folhas de pagamento, aluguéis e outros gastos fixos necessários para que elas continuem operando também entram no spread bancário.

As fintechs, por exemplo, são instituições mais vantajosas devido às soluções desburocratizadas e digitais para garantir que as empresas tenham acesso aos serviços financeiros. Elas fazem suas operações de forma 100% digital e têm taxas competitivas em comparação aos bancos tradicionais. 

Como diminuir o Spread Bancário

Para que o valor do spread bancário seja reduzido, diversas práticas do mercado de crédito precisam ser alteradas especialmente por parte do governo. Alguns economistas afirmam que reduzir a necessidade de depósitos, baixar as cargas tributárias, desenvolver melhorias no sistema jurídico para diminuir os riscos da recuperação de crédito, otimizações nas dinâmicas das necessidade administrativas, 

Além disso, entender como o spread bancário funciona é essencial para que você e a sua empresa possam, antes de iniciar qualquer operação financeira e à parte das decisões do governo, selecionar instituições financeiras com condições e taxas mais justas e vantajosas. Agora que você já entendeu tudo a respeito, vamos dar uma dica de instituição financeira com operações melhores que as dos bancos: as fintechs.

Fintechs têm spreads mais vantajosos

A WEEL é a primeira fintech de crédito para empresas B2B do Brasil e, ao decorrer da sua história, teve investidores como a Monashees, Banco BV e Franklin Templeton. Além de funcionar por meio de uma plataforma 100% digital e sem as burocracias das agências, a WEEL tem taxas mais vantajosas em comparação às encontradas nos bancos. Alguns fatores do spread bancário, explicados anteriormente, não se aplicam às operações de crédito das fintechs.

As três soluções de crédito à disposição das empresas na plataforma da WEEL são: 

  • Antecipação de Recebíveis: serviço que otimiza o contas a receber, ou seja, adiantar os valores das notas fiscais de produtos ou serviços que seriam pagos a prazo dentro de 5 a 120 dias; 
  • WEEL Supply®: serviço para otimizar o contas a pagar, ou seja, financiar a cadeia de fornecedores ao pagá-los à vista e aumentar o prazo de pagamento da empresa; 
  • Crédito para Capital de Giro: serviço que têm como objetivo dar liberdade para que a empresa utilize uma linha de crédito para gerar capital de giro e garantir a saúde do fluxo de caixa.

Esse conteúdo sobre spread bancário foi útil para você? Se quiser saber mais sobre como sua empresa pode diminuir este custo para as operações de crédito, converse com nossos especialistas financeiros. Envie uma mensagem pelo chat do nosso site, pelo e-mail suporte@weel.com ou ligue para +55 11 3198-5196. Estamos à sua disposição!