PMEs são beneficiadas pela competição saudável entre bancos e fintechs

Segundo a definição do dicionário Michaelis, “competição é o esforço de
duas ou mais partes para ganharem como freguês uma terceira parte, pela oferta
dos termos mais vantajosos”. Essa frase explica bem o que ocorre na
disputa de bancos e Fintechs
pelo coração do cliente. E como em toda disputa de mercado, quem mais ganha é o
público desprestigiado. O resultado desse embate específico já é perceptível na
oferta de produtos e serviços financeiros antes indisponíveis às pequenas e
médias empresas.

Muito embora o termo Fintech – que reuniu as palavras, em inglês, “tecnologia”
e “finanças” – tenha surgido há cerca de cinco anos na mídia mundial, somente
há cerca de dois ele tornou-se de fato recorrente e indissociável do cotidiano
de pequenos e médios gestores. Sua influência está se tornando cada vez mais
efetiva, uma vez que suas soluções, seja na sistematização de serviços
financeiros, na oferta de crédito e financiamento ou nos métodos de pagamento,
abriram um novo universo para essas empresas.

São mudanças bem-vindas, as quais solucionam antigos paradigmas, tais como
a dificuldade de acesso ao crédito. E cada vez mais, as Fintechs percebem nas PMEs
parceiros flexíveis e prontos a adotar serviços e produtos diferenciados que
preenchem o histórico vácuo deixado pelos grandes bancos.

Segundo a pesquisa realizada pelo Sebrae em
parceria com a Associação Brasileira de Fintechs, a ABFintechs, 40% das
Fintechs têm mais de 50% de sua clientela formada por PMEs, e 94,2% têm
interesse em desenvolver produtos e serviços focados nas necessidades das micro
e pequenas empresas.

Reação lenta e variada

Os bancos estão reagindo de formas diferentes ao evento “Fintech”.
Depois de um período de espera – durante o qual as Fintechs aguardavam regulamentações
do governo para assegurar suas operações –, começaram a se armar de tecnologia
para competir em pé de igualdade, uma batalha que não tem fim. Também foram
forçados a fazer o que menos agrada a qualquer segmento, que é baixar valores, oferecer
um olhar mais atento ao cliente e até menos zerar tarifas.

Hoje, essa postura evoluiu para a busca por parcerias, e foi nessa onda
que, há poucos meses, a WEEL, Fintech pioneira na antecipação digital de
recebíveis para PMEs, noticiou o aporte
recebido do Banco Votorantim
, quinto maior banco do país.

Sabe-se que o mercado financeiro tem um longo caminho de profundas
mudanças pela frente, motivadas principalmente pela agilidade, o foco em soluções
e a Inteligência Artificial que são os componentes primários das Fintechs. No
entanto, é inegável que os bancos estão ganhando um jeitão cada vez mais
hightech.

Essa é a uma revolução mundial. Segundo o estudo elaborado por
economistas e recentemente publicado pela revista The Economist, os
bancos europeus mais rentáveis são aqueles que “reduziram custos, investiram
imensamente em tecnologias de informação, são geograficamente diversificados e dependem
menos dos juros para serem mais rentáveis”.

A ordem do dia é oferecer o melhor, mais rápido e menos custoso serviço
ao cliente. Da mesma forma que o tsunami na internet revirou o mundo há 20
anos, o tsunami das Fintechs é quem dita as novas regras no universo dos
serviços financeiros.

O que as pequenas e médias empresas ganham com o tsunami das Fintechs?

  • Taxas mais competitivas (ou até menos serviços gratuitos)
  • Operações com burocracia reduzida
  • Opções digitais de antecipação de recebíveis
  • Disponibilidade de serviços online, acessíveis a partir de computadores e smartphones
  • Ampla gama de novos serviços disponíveis 24 x 7, como antecipação de recebíveis digital, sem restrições de horário
  • Barateamento e segurança de serviços movidos à Inteligência Artificial &