Como a NF-e abriu portas para baratear a oferta de crédito no Brasil

2 de setembro de 2018 | Fintech, Gestão e empreendedorismo | Voltar

Como a NF-e abre porta para baratear o crédito no Brasil

 

Um novo mundo de informações – acessível e organizado – foi criado com a adoção da Nota Fiscal Eletrônica no Brasil em 2010. Saiba como isso permite à WEEL oferecer crédito mais barato e seguro para PMEs em todo o Brasil.

Por incrível que pareça, o Brasil é ainda hoje o único país do mundo a contar com um sistema totalmente padronizado e controlado de emissão de faturas. Obrigatórias desde 2010, as Notas Fiscais Eletrônicas permitiram aos Estados e à Receita Federal receber de forma organizada, segura e em tempo real um volume antes impensável de dados sobre transações comerciais.

Uma verdadeira façanha em um país de dimensões continentais como o Brasil, conhecido por registrar índices históricos de fraudes e evasão fiscal.

Foi a primeira vez na história em que todas as informações passaram a estar concentradas em um único formato e local. Esse fato não passou desapercebido a Simcha Neuwark e Shmuel Kalmus. Os fundadores da WEEL logo entenderam que, com esse fato, poderia se promover uma revolução na história do crédito para pequenas e médias empresas no País.

A fórmula para tornar isso possível é simples.

  • Análise de crédito mais precisa, sensível a variáveis e inteligente
  • Operações transparentes e 100% digitais

Resultado: crédito mais barato e mais rápido para empresas antes desprestigiadas pelas grandes instituições financeiras.

 

Algoritmos de crédito baseados em Big Data

A WEEL é hoje proprietária exclusiva do maior banco de dados privado de informações contábeis do país, englobando em torno de 335 mil empresas locais (clientes) ou parceiras de seus clientes. Além disso, sua base é frequentemente enriquecida por outras fontes de informação, coletadas principalmente a partir de parcerias com outras empresas, sejam sistemas ERPs, outras organizações tradicionais de factoring etc.

Para os cientistas de dados da WEEL, egressos de corporações como MIT e Mastercard, esse universo de big data é um verdadeiro parque de diversões de números, perfeito para a construção de algoritmos de crédito. “A ideia de trabalhar com o Brasil foi irresistível para mim. O país venceu a ‘Copa do Mundo’ dos dados”, diz Russell Weiss, Diretor-Geral de Risco da WEEL.

“Somos a primeira empresa a utilizar as notas fiscais eletrônicas para determinar decisões de crédito. É um novo recurso de dados que ninguém havia antes cogitado”.

“Depois da experiência bem-sucedida no Brasil, o resto do mundo está se mobilizando para adotar notas fiscais eletrônicas”, diz Shmuel Kalmus, fundador e Diretor-Chefe de Tecnologia da WEEL. “O sistema brasileiro propiciou um cenário inovador para empresas que sabem como analisar dados. Quem não aproveitar essas informações ficará para trás”.

Russel afirma que outros países estão prestes a adotar um modelo-padrão de faturas. Na América Latina, o México e o Chile estão na vanguarda. Na Europa, o primeiro país a seguir modelo similar será a Itália. E a União Europeia já determinou que, dentro de alguns meses, todos os fornecedores de serviços do governo deverão seguir um mesmo padrão na emissão de faturas.

Não há dúvidas de que o Brasil saiu na vanguarda nesse aspecto.

 

A mágica de dados, metadados e algoritmos

Os algoritmos desenvolvidos pela WEEL são capazes de analisar e cruzar dados de forma a compreender padrões de comportamento de indivíduos, firmas e, consequentemente, segmentos e áreas do país. Nessa análise, incluem-se até mesmo os chamados “metadados” – ou seja, dados sobre os dados – que permitem a avaliação de características mais ligadas ao comportamento do solicitante do crédito.

“Por exemplo, já constatamos que quem preenche mais rápida e corretamente os dados dos recebíveis em nossa plataforma apresenta menos risco de inadimplência”, explica Weiss. Ele estima que, a grosso modo, metade do trabalho de sua equipe de risco é construir algoritmos, estudando-os, testando-os e melhorando-os sempre, procurando novas formas de análise de dados e detecção de padrões. Já a outra metade é usada para estudar e lidar com exceções, detectando eventos inusitados.

“Essa é a parte da ‘magia’ dos algoritmos”, diz.

Oscilações de faturamento ou fluxo de caixa negativo são exemplos de alguns aspectos investigados caso a caso pela WEEL. “Nosso modelo é inteligente o suficiente para saber por si só que não é perfeito. Há muitos casos em que precisamos analisar isoladamente. Nessa hora, somos como detetives em busca de pistas para entender qual o cenário por trás das evidências”, explica.

O algoritmo de avaliação de crédito da WEEL, que realiza análises instantâneas, é capaz de fornecer respostas em tempo real para cada fatura apresentada (com raras exceções), estabelecendo taxas de juros e prazos de pagamento personalizados para cada uma.

“Conseguimos promover um fine tuning em cada uma das operações. Enxergamos as nuances de cada empresa, de cada transação, de cada invoice. O usuário visualiza boleto por boleto em sua tela, e decide qual deles valerá a pena antecipar”, diz Kalmus.

 

Quanto mais “máquina”, menos erros humanos

Outro conceito básico de operação da WEEL que a diferencia do restante do mercado é a total confiança “na máquina”. “A Inteligência Artificial enxerga aspectos diferentes dos que somos humanamente capazes de perceber. É um erro permitir que seres humanos interfiram em suas decisões, mesmo que a máquina aponte resultados que desafiam a intuição, afirma Weiss.

Confiar na máquina é, portanto, outro fundamento da atuação da empresa, a primeira a operar com inadimplência zero na história do País.

Autor

Escrito por agenciacanna

Content & SEO Manager da WEEL. Integrante do time de Marketing da nossa fintech, é um entusiasta do universo de gestão financeira B2B.

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