Momentos de crise também trazem consigo oportunidades. Diante da perda de um vínculo empregatício formal, por exemplo, muitas pessoas têm partido para o empreendedorismo.

É assim que surgem as pequenas e médias empresas, as quais desempenham papel fundamental na economia do nosso país.

Você sabia que existem diversas linhas de crédito para PMEs?

Especialmente no atual contexto mercadológico, é inviável depender apenas de poucas grandes empresas para movimentar a economia e criar novos postos de trabalho. Aliás, o que temos observado são cortes de produção devido à baixa nas vendas.

Na verdade, é o crescimento das empresas menores que gera novas oportunidades de emprego, injetando dinheiro no mercado. Devido a seu importante papel, as PMEs recebem linhas de crédito específicas, favorecendo o seu desenvolvimento.

Quer entender como isso funciona? Continue lendo esse texto e confira as principais opções de crédito.

Conheça as principais linhas de crédito para PME no Brasil

1. BNDES

Empresas que contam com faturamento anual inferior a R$ 300 milhões podem recorrer ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obter crédito. Grosso modo, essa é uma linha desenvolvida para possibilitar o investimento em novos equipamentos.

Para solicitar tal benefício, basta ir até uma instituição cadastrada, como a Caixa Econômica Federal ou o Banco do Brasil. Sua principal vantagem são as taxas especiais oferecidas aos clientes dessa modalidade.

Há ainda o BNDES automático, que possibilita o financiamento de projetos no valor de até R$10 milhões. Nesse caso, a operação também é realizada a partir da rede credenciada, e pode ser usada para diferentes demandas.

2. FINEM

Outra opção oferecida pelo banco BNDES, o FINEM se diferenciar por destinar-se a negócios cujo valor é igual ou maior que R$20 milhões.

Seu principal foco são os investimentos em ativos fixos, comércio e prestação de serviços, além de melhorias como ampliações, modernizações e recuperações. A contratação, nesse caso, pode ser feita a partir do próprio BNDES ou por meio de instituições credenciadas.

3. FINAME

Eis aqui mais uma variação do BNDES, com o diferencial de atender à necessidade de investimentos em máquinas e equipamentos.

Essa é a única possibilidade de uso dos recursos obtidos a partir do programa, e tais produtos devem ser credenciados junto ao BNDES.

Para ter acesso a essa linha de crédito, também é necessário recorrer a uma instituição credenciada, como as que citamos acima.

4. BNDES Progeren

Trata-se de uma linha de crédito que se destina ao reforço do capital de giro da empresa, para financiar ciclos operacionais. Tal crédito pode ser usado para a compra de matérias-primas, pagamento de fornecedores e até para cobrir salários e tributos.

Os juros cobrados, nesse caso, são abaixo do mercado, e o pagamento pode ser parcelado em até 5 anos, com carência de 12 meses.

Ainda assim, é necessário consultar a tributação, pois esse é um item que pode variar de acordo com o porte do cliente em questão.

Além disso, é importante ter atenção redobrada nas amortizações. É comum que empresas percebam — tarde demais, muitas vezes — que as amortizações excederam o principal, sendo descontado, por conta disso, excessivo Imposto de Renda.

5. Projeto Travessia

Este é um crédito disponibilizado pelo governo com fundos obtidos a partir do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Nesse caso, o dinheiro também se destina a incrementar o capital de giro. O valor máximo para a modalidade é de R$200 mil, e o pagamento pode ser feito em até 4 anos, com prazo de carência de 6 meses.

O projeto foi criado para atenuar os efeitos da crise econômica, já que visa prover às PMEs melhores condições para que cresçam no mercado e movimentem ainda mais a economia.

Segundo dados do SEBRAE, esse modelo responde por 27% do PIB (Produto Interno Bruto) de nosso país. Prova disso é que um dos pré-requisitos para ter acesso ao financiamento é o comprometimento em não demitir funcionários no prazo de até um ano após o recebimento do montante.

6. Cartão BNDES

Atualmente, PMEs já podem contar com um limite de R$1 milhão, disponibilizado em forma de crédito rotativo e pré-aprovado.

Algumas instituições bancárias — como Caixa Econômica Federal, Itaú e Banrisul — são autorizadas a emitir o cartão, que se destina à compra de produtos específicos listados no portal de operações do BNDES.

Quanto aos juros pagos sobre as operações, as taxas são determinadas a cada mês. Os prazos para amortização também são variáveis, já que são definidos pela instituição que realiza a emissão do documento.

Você escolhe quem vai emitir o seu cartão, e toda a análise de crédito se dá por meio desse agente, sem envolvimento direto do BNDES.

7. Adiantamento de recebíveis

A empresa ainda também pode obter crédito utilizando recursos próprios futuros, apenas os antecipando. Normalmente, PEMs necessitam de um fluxo de caixa mais equilibrado do que as grandes empresas. Nesse sentido, o dinheiro recebido em antecipação pode ser o responsável por proporcionar esse equilíbrio e abrir novas oportunidades.

Para realizar essa operação, é necessário recorrer a uma factoring, que é a empresa especializada nesse tipo de processo.

Funciona assim: a empresa cede uma duplicata a receber à factoring e recebe o seu valor imediatamente, arcando com o desconto de uma taxa de serviço.

É uma operação desburocratizada, com a qual o empresário recebe um valor que já lhe pertence, sem contrair dívidas que comprometeriam o capital dos próximos meses (ou até anos).

Enfim, como se pode ver, as linhas de crédito para PME contam com condições que permitem a essas empresas obter recursos para se fortalecer mercado. Trata-se de uma oportunidade de investir no desenvolvimento, sem deixar de lado a boa administração financeira!

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