Já não dá para duvidar do poder das Fintechs

O ano de 2018 foi fenomenal para as Fintechs (startups de tecnologia financeira), que entraram com força no mercado brasileiro revolucionando a forma de realizar e gerir as finanças. Mais do que isso, pavimentou um caminho promissor para 2019.

No infográfico abaixo, você confere um resumo do que aconteceu nos últimos 12 meses (o artigo continua abaixo da imagem).

As Fintechs foram as maiores disruptoras dentre todos os segmentos mundiais. A previsão é de continuem em explosivo crescimento e desenvolvimento. Ou seja, vão continuar roubando o show da alta tecnologia.

O Brasil viu surgir, entre suas Fintechs, o primeiro unicórnio nacional, a Nubank. Elas também foram a personagem central em mudanças de paradoxos seculares do universo bancário, a exemplo das infindáveis documentações em papel e do deslocamento físico para solicitação de crédito. O mundo digital criado por elas colocou o poder nas mãos das empresas, agora mais livres para decidirem seus próprios rumos no tocante à gestão e operação financeira.

A WEEL, primeira plataforma digital de antecipação de recebíveis, surgiu nesse cenário para acabar com barreiras geográficas (o empresário realiza a operação sem sair de seu escritório) e a concentração bancária, permitindo às pequenas e médias empresas reforçar seu fluxo de caixa por meio da antecipação de recebíveis. Outras Fintechs surgiram para facilitar a vida dos gestores em muitos outros sentidos.

Os bancos, a princípio imobilizados frente ao surgimentos dessas inquietas concorrentes, entenderam em 2018 a força das parcerias e das novas soluções. O Banco Votorantim agiu rápido ao associar-se à Neon Pagamentos e, em seguida, à WEEL. Por outro lado, gigantes como Bradesco e Itaú lançaram soluções para competir com as Fintechs, como cartões de crédito sem anuidade e controlados digitalmente, pelo smarthphone.

Foco e DNA tecnológico

O poder das Fintechs vem, essencialmente, de dois aspectos: o DNA tecnológico e o foco em uma área de atuação específica. O uso da tecnologia para desenvolver e distribuir seus produtos lhes garante vantagens competitivas e permite que ofereçam serviços com mínima burocracia.

A primeira vantagem evidente é o menor custo para o cliente. As Fintechs usam essencialmente a internet para vender seus produtos (serviços de marketing e comercial) e também para entregar o serviço (distribuição), o que se traduz em custos menores. Algumas Fintechs conseguem, com menos de 200 funcionários, atender a milhares de clientes. Essas estruturas mais enxutas possibilitam a oferta de produtos mais baratos para o público. “As empresas no Brasil só têm a lucrar com a disponibilidade de novos serviços e o surgimento de novas opções de gestão e operação financeira”, afirma Simcha Neumark, CEO da WEEL. “Nossa taxa de crescimento de mais de 30% ao mês comprova essa necessidade do mercado brasileiro”.

A especialização, segunda principal característica das
Fintechs, faz com que elas se dediquem a menos atividades e consigam ser mais
especializadas, ganhando em qualidade e atendendo melhor seu público. Isso faz
com que muitas dessas Fintechs ganhem clientes que antes estavam em empresas
tradicionais. Elas são apaixonadas pelo seu nicho e sabem tudo sobre ele,
esforçando-se em se relacionar e trocar informações com seus consumidores.

Quem ganha com isso? Todo mundo – mas ninguém mais do que você, empresário. É hora de surfar nessa onda.