Você sabe como funciona consórcio, linha de crédito e antecipação de recebíveis?

Todas essas formas de crédito “emprestam” recursos a quem precisa. Mas suas finalidades e formas de utilização são bem diferentes. Conheça aqui como cada um funciona e como empregá-los da melhor maneira.

Muitos motivos podem levar pessoas físicas e jurídicas a enfrentar dificuldades para fechar as contas ao longo de diferentes períodos. Algumas valem-se da inadimplência para isso – no entanto, já está claro que essa saída, ou seja, deixar de cumprir compromissos financeiros, idealmente não deve ser levada em consideração pois afeta diretamente a saúde das finanças pessoais e empresariais.

A falta de cumprimento de compromissos financeiros leva à pontuação de crédito reduzida, à perda de parceiros vitais, à descrença do mercado e ao desequilíbrio do negócio, entre outros aspectos negativos.

Existem muitas formas de crédito disponíveis no mercado, entre eles consórcio, linhas de crédito e antecipação de recebíveis. Cada um deles têm o objetivo de apoiar o empresário ou o cidadão a cumprir suas metas, e apresentam características e formatos diferenciados. Veja, aqui, qual deles pode deixá-lo em “boa forma financeira”.

 

O consórcio se assemelha a um método de planejamento financeiro

O que é? – Os consórcios são bem diferentes de linhas de crédito como o financiamento ou o empréstimo, e é direcionado a pessoas físicas. É formado por um grupo de pessoas que quer comprar um bem em comum. Por exemplo: imagine que você e mais 10 amigos se reúnam para comprar um carro e combinem que, todo mês, cada um depositará em uma conta bancária conjunta 2 mil reais. Durante  os meses ou anos que durar esse acordo, uma pessoa por vez é sorteada para ficar com o total arrecadado até aquele momento e comprar o carro (a periodicidade do sorteio é definida pelo grupo).

A ideia é que, até o fim do acordo, todos os membros tenham conseguido adquirir seu carro.

Nesse caso, não há pagamento de taxa de juros a uma instituição financeira, mas isso não significa que não haja custos extras. Uma diferença entre o consórcio e as demais modalidades de crédito é que há um administrador que organiza o grupo, guarda o dinheiro e garante ao contemplado no sorteio receber o montante que lhe é de direito.

Para realizar esse trabalho, é cobrada uma taxa de administração, repartida entre os membros. Vale ressaltar que ninguém recebe diretamente o dinheiro, mas uma carta de crédito que tem o mesmo valor legal. Assemelha-se mais a uma espécie de planejamento pessoal do que de crédito porque, afinal, são os membros que estão juntando dinheiro e não tomando emprestado de um banco, financeira ou outra entidade financeira.

Em qual situação é indicado? – Assim como o financiamento, existe por trás um um objetivo específico para o uso do dinheiro. Em geral, é muito usado no Brasil para compra de carro e imóvel, por serem estes bens que exigem um planejamento financeiro de longo prazo.

É uma boa opção para quem tem dificuldade em guardar dinheiro todo mês. Mas atenção: o consórcio só é indicado para quem não tem pressa em adquirir o bem, uma vez que dependerá de um sorteio, e só vale para quem tem recursos para dar um lance e entrar na frente dos demais membros no sorteio.

 

Linhas de crédito incentivam empreendimentos

O que é? – Agências ou bancos de fomento são instituições que tem como objetivo financiar empreendimentos, em geral ligados ao desenvolvimento de um país. Em geral, são voltadas a empresas (algumas especialmente para pequenos empreendedores). Existem linhas de crédito municipais, estaduais ou federais. No Brasil, o mais conhecido banco nacional de fomento é o BNDES, mas cada Estado pode ter sua própria agência. Estas instituições são supervisionadas pelo Banco Central.

Os juros cobrados nessas linhas são bem mais baixos do que os financiamentos de bancos privados, justamente por seu caráter social. São voltados, por exemplo, para projetos de infraestrutura, profissionais liberais, micro e pequenas empresas. Há linhas também para pessoas físicas.

Em qual situação é indicado? – Para micro e pequenas empresas, é uma linha de financiamento interessante por apresentar juros mais baixos e condições melhores de pagamento do que bancos de varejo tradicionais. É também muito usado para financiar o agronegócio brasileiro. Outras áreas que podem tomar dinheiro dessas linhas são indústria, comércio, turismo e informática.

 

Antecipação de recebíveis: usar o que será seu

O que é? – A antecipação de recebíveis ou desconto de recebíveis é uma linha de crédito que transforma em capital disponível imediato aqueles créditos que a empresa ainda vai receber (daí o nome recebíveis), como faturas de venda a prazo, vendas parceladas no cartão de crédito ou cheques pré-datados. Ou seja, a empresa adianta o recebimento de um crédito que já é seu, mas que demoraria mais tempo para cair na sua conta.

Quem presta este tipo de serviço são as factorings, além de alguns bancos e financeiras. Pelo serviço não há cobrança de juros, mas um desconto no valor que é depositado na conta corrente da empresa referente ao título que vai ser antecipado.

A antecipação de recebíveis costuma ser uma forma de fomento comercial mais barata do que crédito bancário, uso de cheque especial ou rolamento da fatura do cartão de crédito corporativo, por ter os recebíveis como garantia.

Em qual situação é indicado? – Em geral, empresas de pequeno e médio porte são as que mais a utilizam, especialmente por não terem um atendimento diferenciado em bancos ou possuem pouco ou nenhum acesso ao crédito bancário (linhas de financiamento ou empréstimos).

É muito usado em situações em que as contas do mês não fecham (em função de atraso de pagamento de clientes ou de vendas com recebimento de longo prazo). Outra ocasião em que a antecipação é bastante utilizada é quando uma indústria (ou empresa agrícola) precisa adiantar o dinheiro que já sabe que receberá dos clientes para fabricar o produto e entregá-lo, como por exemplo empresas de autopeças com contrato fixo com montadoras de veículos.

Por ser mais barato que algumas linhas de crédito, deve ter prioridade na lista de opções de pequenos empresários.

Como ficou mais barato e fácil contratar a antecipação pela internet – A tecnologia aplicada ao segmento financeiro levou ao barateamento do crédito, seja para pessoas físicas ou pessoas jurídicas. Hoje é mais fácil obter informação sobre as linhas de crédito disponíveis, comparar taxas de juros e contratar empréstimos sem precisar nem ao mesmo telefonar para a instituição ou enfrentar fila nas agências bancárias.

Para pessoas físicas, a Fintech GuiaBolso oferece esse serviço de comparação de opções de empréstimos online pelo aplicativo.

Uma vez que consegue-se hoje analisar com mais precisão o perfil de risco do cliente, é possível oferecer-lhe taxas personalizadas.

Ainda nesta linha, há empresas que inovaram no mercado brasileiro ao tornar acessível o serviço de hipotecas. A Fintech Geru, por exemplo, oferece juros menores para quem coloca imóveis ou carros como garantia nos contratos, em um tipo de crédito chamado home equity, muito comum nos Estados Unidos.

Para pessoas jurídicas, empresas como Biva e Nexxos oferecem empréstimos. Fintech como a WEEL adiantam recebíveis por meio de uma plataforma totalmente online.