A Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC) é obrigatória para toda empresa. Se você tem pensado constantemente em maneiras de aprimorá-la, provavelmente é porque acredita que o uso desse relatório é essencial para trazer benefícios ao seu negócio. De fato, ele não deve ser encarado apenas como dever legal, mas como uma importante ferramenta de gestão.

Manter o controle das operações financeiras da empresa permite reduzir custos, mensurar o capital disponível para investir em projetos e melhorias e planejar os próximos passos da organização. Quando se tem em mãos dados concretos e confiáveis, é possível fazer um planejamento mais efetivo, capaz de otimizar recursos e contribuir para o desenvolvimento corporativo.

Para saber como estruturar a DFC da melhor forma possível, continue a leitura!

Guia rápido para você fazer sua Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC)

1. Trace diretrizes para identificar receitas e despesas

Antes de iniciar a Demonstração de Fluxo de Caixa, você precisa analisar alguns pontos. O período ao qual ela vai se referir e todos os itens que precisam ser incluídos nesse documento são exemplos de alguns deles.

No que diz respeito aos períodos, é comum as empresas optarem pelos 30 dias, pois trata-se de uma média que possibilita uma melhor visualização das contas mensais a pagar e das receitas. Intervalos de tempo curtos ou longos demais podem trazer uma ideia contrária à realidade do negócio ou permitir a perda de informações importantes.

Em seguida, identifique quais são as despesas e receitas fixas que sempre ocorrem dentro do período. Depois dessa avaliação, localize as variáveis — como parcelas de um equipamento adquirido ou pagamento de um imposto anual. Dessa forma, você pode lançar contas como aluguel e telefonia, além de recebíveis de compras parceladas. Posteriormente, considere tópicos como compras para estoque e matérias-primas e vendas avulsas à vista. Nenhum desses itens deve ser omitido na demonstração.

2. Organize as informações obtidas

Tão importante quanto coletar dados é organizá-los. Tratando-se de informações financeiras, o uso de planilhas bem estruturadas é a melhor opção. Entretanto, informações lançadas de maneira desordenada não permitem à empresa uma análise condizente com a realidade. Classificar receitas e despesas em diferentes cores e categorias pode ajudá-lo a ter uma visualização mais agradável e facilitar a localização das informações apresentadas.

Planilha para fazer uma demonstração de fluxo de caixa da sua empresa

Outra alternativa para organizar e gerir esses dados é criar um centro de custos e lucros. As despesas podem ser classificadas por departamento, como administrativo, produção, comercial, dentre outros. Já as receitas podem ser agrupadas por produtos, projetos, serviços e assim por diante. Assim, fica mais fácil ter uma ideia do cenário real.

3. Identifique investimentos e financiamentos

Nem só de contas a pagar e receber é feito o fluxo de caixa de uma empresa. Toda instituição também dedica parte do seu capital para investir, por exemplo, na compra de equipamentos ou na criação de novos projetos. Esses itens também precisam ser incluídos na DFC.

Outro ponto que muitas vezes passa despercebido diz respeito às opções de crédito para negócios. Há gestores que usam, por exemplo, a antecipação de recebíveis como estratégia. Se for esse o seu caso, lembre-se de incluir essa operação no documento.

Se você antecipa recebíveis que seriam pagos somente no próximo mês, é preciso considerar que esses valores não entrarão na data do vencimento futura. Por outro lado, se você faz um empréstimo, deve levar em conta as futuras parcelas.

Itens de financiamento e investimento, quando não são registrados, podem trazer a impressão de que os dados levantados no documento não condizem com a realidade da empresa — e é o que realmente acontece quando essas questões são deixadas de lado. É por essas questões que, como dissemos acima, nenhum desses itens deve ser omitido da demonstração.

4. Faça uma análise detalhada dos lançamentos

Depois de identificar e lançar todos essas informações, será necessário analisá-las. Caso contrário, a DFC não fará sentido. Um documento que contém erros perde a sua função.

Para chegar ao saldo periódico disponível no caixa da empresa, você precisa fazer a soma correta de despesas e receitas. Para isso, basta subtrair o valor das saídas do total de entradas e somar o resultado ao saldo inicial (que também precisa constar no relatório, independentemente de ser positivo ou negativo).

Ao fazer isso, você terá uma projeção de contas a pagar e a receber para o próximo exercício e poderá planejar-se melhor para arcar com elas, sem prejuízos ou atrasos. Ter em mente a real situação do fluxo de caixa do seu negócio permite avaliar a necessidade de capital de giro e, consequentemente, planejar ações para otimizá-lo.

5. Escolha a melhor metodologia para a sua DFC

Existem dois tipos de demonstração de fluxo de caixa: o direto e o indireto. Escolher a opção mais adequadas ao seu negócio também é uma forma de tornar o relatório funcional e eficaz. A seguir, saiba mais sobre cada um deles.

No método direto, os grupos de receitas e despesas são classificados de acordo com a sua natureza contábil. Pagamentos a fornecedores e recebimentos de clientes são bons exemplos de categorias.

Primeiramente, é preciso avaliar as entradas e saídas que efetivamente passaram pelo caixa da empresa. Há gestores que consideram essa metodologia complexa demanda, pois ela exige conhecimentos mais técnicos que fiscais. No entanto, sua grande vantagem é possibilitar uma visão diária da situação atual da empresa.

No método indireto, a DFC se relaciona a um outro documento igualmente importante: a Demonstração de Resultados do Exercício (DRE). Desse relatório, são extraídos lucros, prejuízos e informações patrimoniais. Todas essas informações são mescladas a outras que são relacionadas a aspectos contábeis, e é assim que se obtém o relatório final.

Partindo do princípio de que a tomada de decisão deve basear-se em dados concretos e confiáveis, você verá que a Demonstração de Fluxo de Caixa pode sempre ser aperfeiçoada. Melhorias nesse sentido são sempre bem-vindas, afinal, trata-se de uma ferramenta que pode servir como ponto de partida para a identificação de ações estratégicas para o crescimento da empresa.

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