5 dicas para reduzir juros sobre dívidas

Você precisou contrair dívidas ao longo de 2018 e está pagando juros altos por elas? Comece sabendo que está longe de ser o único: nesse exato momento, 63 milhões de brasileiros estão endividados, o correspondente a 41% da população, assim como 5,6 milhões de empresas. O panorama também é pouco motivador entre as MPEs: em setembro, registrou-se um recorde histórico de inadimplência, com dívidas atrasadas batendo os R$ 5,3 milhões, segundo levantamento da Serasa Experian.

Agora vem a pergunta importante: uma vez contraída a dívida, você simplesmente a colocou de lado e tudo o que faz é pagar os juros a cada mês? Este é um erro! Afinal, seu papel como gestor é acompanhá-la até a sua liquidação e, no meio do caminho, procurar formas de reduzir o seu impacto nas finanças empresariais.

Veja, a seguir, o que fazer para reduzir os juros sobre as dívidas.

1. Mantenha boa reputação

Antes de conceder crédito, e na hora de renegociá-lo também, bancos e fintechs fazem uma análise da empresa que o solicita. Entre os dados consultados está o seu score, uma pontuação fornecida por órgãos de proteção ao crédito, como o Serasa Experian e o BoaVista SCPC, para medir o risco de inadimplência da negociação. Quanto maior seu score, mais baixo o risco que você oferece – e, consequentemente, menores os juros que serão cobrados de você.

Por isso, o primeiro passo para obter redução de juros (renegociando a dívida atual ou quando solicitar um novo empréstimo) é pagar todas as contas em dia, manter limpos os nomes dos sócios e atualizar os dados cadastrais da empresa nos sites dos bureaus de crédito.

2. Adiante parcelas

Naqueles meses em que sobra dinheiro em caixa, adiante pagamentos à instituição financeira para a qual deve. A estratégia é interessante porque o banco não cobra juros sobre o valor adiantado, o que resulta em uma economia considerável.

Para saber qual desconto você obterá, basta solicitar ao banco a planilha de orçamento. Você pode pedir apoio a um contador ou ao Procon caso precise de ajuda para entender os dados ou caso tenha dúvidas.

Depois de adiantar o pagamento, você pode escolher como quer pagar o restante da dívida: é possível continuar pagando o mesmo valor e diminuir o número de parcelas ou manter o número de parcelas e diminuir o valor pago a cada mês.

Escolha a segunda opção caso precise de uma folga financeira. Mas se o montante não está incomodando, opte pela primeira, pois assim a dívida será quitada mais rapidamente e você estará menos vulnerável às incertezas da economia.

3. Renegocie a dívida

Se os juros estão comprometendo a saúde financeira da sua empresa, você pode tentar renegociar os termos de seu acordo com o banco. A dica é não chegar de mãos abanando: se você simplesmente solicitar uma diminuição dos juros, é pouco provável que consiga uma resposta positiva. Uma possibilidade interessante é encontrar formas de levantar caixa a curto prazo e usar essa economia na negociação para demonstrar ao banco seu esforço para pagar o que deve. Dessa forma, suas chances reduzir juros aumentarão.

4. Faça a portabilidade da dívida

Uma opção pouco conhecida pelo público é a migração da dívida para outro banco com juros menores. Para checar se isso vale a pena, é preciso calcular qual é o valor total que você ainda deve e comparar a proposta de outras instituições financeiras.

Para facilitar esse processo, vá ao banco e peça o demonstrativo da dívida, que é entregue em até 15 dias. O documento mostra quantas prestações estão por vir, os juros cobrados e qual seria o total cobrado caso você quitasse a dívida hoje. Em seguida, compare com as propostas de outros bancos. No site do Banco Central há a comparação de taxas cobradas pelas instituições financeiras para diferentes operações de crédito.

Atenção: mais importante do que olhar a taxa de juros cobrada é analisar o CET (Custo Efetivo Total). Nessa porcentagem estão inclusos não só os juros, mais também impostos e outras tarifas.

5. Troque dívida cara por dívida barata

Diferentemente da opção anterior, a dica aqui não é levar a sua dívida para outra instituição, mas sim quitá-la usando o crédito fornecido por outro lugar.

O ponto positivo nessa ação é que você pode recorrer não só a bancos, mas também a fintechs, que são mais ágeis e cobram taxas inferiores. Uma opção é o adiantamento de recebíveis, em que a empresa adianta montantes a serem recebidos futuramente, provenientes de pagamentos parcelados ou cheques pré-datados, por exemplo. Esta opção é interessante porque exige a apresentação de poucos documentos e as taxas são negociáveis.

Ficou interessado nessa solução? Clique aqui e conheça o passo-a-passo para a antecipação de recebíveis.